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Dia da Venezuela é celebrado em Brasília em evento emocionante


María Teresa Belandria, Embaixadora da Venezuela

A República Bolivariana da Venezuela comemorou os seus 211 anos de independência do país esta semana. A celebração aconteceu em uma recepção organizada na Embaixada da Colômbia e contou com a presença de embaixadores de repúblicas democráticas, diplomatas, autoridades brasileiras e profissionais da mídia.


Em discurso a embaixadora da Venezuela, representante do governo interino do presidente Guaidó, Sra. María Teresa Belandria, lembrou que o país ainda passa por dificuldades. Apesar da Venezuela ter assinado a Ata que declarou sua independência, o país não é livre. Seus cidadãos sofrem com a falta de serviços essenciais, escassez de medicamentos, falta de acesso a transplantes, alimentação, falta de acesso à identificação e passaportes, enfatizou María.

"Na Venezuela não há um só meio de comunicação livre e as pessoas são presas por escrever um tweet ou por publicar um video de tiktok como aconteceu há dois meses com uma senhora de 80 anos", enfatizou a Embaixadora.

Governo interino


Em uma de suas falas, María Teresa, destacou que representantes do governo de Guaidó e cidadãos que não se curvaram para a tirania são livres para continuar defendendo a Venezuela. "Fazemos isso com um sorriso no rosto, apesar das circunstâncias. Como disse o presidente Guaidó: 'sorrir é um ato de rebeldia perante o ditador', disse Belandria.


A embaixadora ainda ressaltou que estão decididos a alcançar uma solução política que permita acabar com a grave e complexa crise humanitária na Venezuela por meio de eleições livres, democráticas e competitivas com observação internacional. Para isso é preciso a retomada do processo de negociações iniciado no México, e que conta com a mediação do Reino de Noruega. "O governo interino está preparado, a Plataforma Unitária está pronta. Demandamos que a comunidade internacional exerça toda a sua liderança para que o regime se sente na mesa de negociações. Nossos cidadãos, os presos políticos, os mais vulneráveis não podem mais esperar", destacou María.


Relação Brasil-Venezuela


Belandria agradeceu o Brasil pela ajuda e criação da Operação Acolhida, criada em 2018 diante do aumento do fluxo constante dos venezuelanos cruzando a fronteira ao norte do Brasil em busca de melhores condições de vida. De acordo com a embaixadora, a operação já ajudou mais de 750 mil venezuelanos, sendo que aproximadamente 345 mil vivem hoje no Brasil.

Com o passar dos anos, nas cidades do Brasil, haverá uma menina ou um menino brasileiro que dirá “Minha mãe é venezuelana”, como eu digo hoje que minha mãe é espanhola, e comerá arepas ou tapiocas no café da manhã. Ou um menino que dirá “Meu pai é venezuelano” e aprenderá a jogar futebol e basebol, e saberá quem são os jogadores do Flamengo e dos Leones del Caracas.

A embaixadora finalizou a celebração dando um breve relato pessoal emocionante. "No dia 5 de julho de 2017, há 5 anos, fechei a porta da minha casa em Caracas só com a passagem de saída. Abracei minha mãe que ainda me reconhecia. Há 5 anos todos os dias vejo a chave da porta da minha casa e continuo lutando para voltar e sei que o farei. Nesse dia, quando abrir a porta e abraçar minha mãe outra vez, sei que todos vocês estarão ali comigo" relatou María Belandria.



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